Com cerca de 11,5km de extensão, a Praia de Itanhaém compreende o trecho da Boca da Barra do Rio Itanhaém até a divisa com o município de Mongaguá. No entanto, em todo este percurso é possível encontrar vários nomes que foram dados pela população, associando a praia aos loteamentos.

Desta forma, encontramos nomes como Praia de Suarão, Praia do Verde-Mar, do Cibratel e Praia do Satélite, onde é possível encontrar remanescentes de dunas. Totalmente balneável, a Praia de Itanhaém é também um atrativo turístico por sua estrutura que oferece quiosques e dispõe de guarda-vidas durante todo o ano. Além disso, na região central da Cidade, o mar se encontra com rio Itanhaém e promove um espetáculo à parte, que serviram de inspiração a grandes artistas como o itanhaense Benedicto Calixto de Jesus (1853-1923), Alfredo Volpi, Emídio de Souza, Bernardino de Souza Pereira, Anita Malfatti, dentre outros.

No entanto, é importante lembrar que, devido às fortes correntes provocadas pela força das águas fluviais dentro das águas do mar, o trecho oferece riscos aos banhistas, como informam as placas colocadas no local.

 

O ponto de encontro entre a praia e o rio Itanhaém é a Praia do Tombo. Durante todo o ano é possível observar a alteração do relevo neste local, ora com grande quantidade de areia, ora com a força da maré indo de encontro ao degrau formado justamente pela retirada da areia pelas próprias correntes marítimas.

Embora imprópria para banho, é um local que durante o verão tem extensa faixa de areia, onde é possível praticar esportes, pescar, relaxar, tomar sol. É um dos locais mais tranqüilos para passeios, onde pode-se apreciar o por-do-sol por sobre o Morro do Piragüyra. O nome lhe foi dado popularmente devido justamente ao "degrau" que se forma durante a influência das marés sobre a orla desse trecho de praia e margem esquerda do rio.

Conhecido também como "prainha do rio", o trecho muito freqüentado por banhistas, durante o verão, é na verdade a margem esquerda do Rio Itanhaém, que, durante as baixas da maré, pode ser aproveitada como um espaço de lazer por munícipes e turistas. Mas, ao visitar o local, é sempre bom ficar atento às correntes fluviais, que retornam conforme a cheia da maré. Em alguns momentos é possível observar o encontro das águas do mar avançando as águas escuras do Rio Itanhaém, e promovendo, assim, um belíssimo espetáculo.

 

Seu nome está ligado à bucolidade do local, deserto e sossegado, por onde se caminha para atingir o cume do morro que forma, o Sapucaitava, de onde pode se obter lindíssimos visuais em seu cume. Caminhando pelo costão, acessa-se à Praia dos Pescadores.

A Praia da Saudade é localizada aos pés do Morro do Sapucaitava, e é acessada através da trilha, com entrada pela Rua Sebastião das Dores. A praia, na verdade, é o leito do rio aos pés do morro, e é protegida pelas formações rochosas como a Pedra do Carioca e o costão do morro que leva até o seu lado sul, atingindo a Praia dos Perscadores.

Os pescadores amadores ficam muito tempo nesta praia e na Pedra do Carioca, é um local muito bucólico. É comum observar bandos de gaivotas tomando sol pela manhã ou à tarde.

 

A Prainha tornou-se Praia dos Pescadores. É um dos locais mais divulgados da cidade, pois tem seu panorama ligado à telenovela "Mulheres de Areia", em sua primeira versão, transmitida pela extinta TV Tupi de São Paulo, durante os anos de 1974-75. O evento valeu ao local um monumento, esculpido por Serafim Gonzalez, em fibra, colocado em frente à Ilha das Cabras.

A praia tem cerca de 600 metros de extensão e é muito freqüentada por surfistas, é neste pequeno trecho de mar entre o costão rochoso do Morro do Sapucaitava e a Ilha das Cabras que se verifica as melhores ondas para o surf, em meio a barcos de pescadores que a todo o momento entram e saem do mar em busca de peixes para comercialização nas barracas da praia.

Nesta praia localiza-se uma pequena elevação chamada púlpito de Anchieta, hoje ocupado por residências, mas tradicionalmente tem sua imagem ligada à figura de José de Anchieta, pois conta-se que o beato ali subia para apaziguar e catequizar os indígenas tupiniquins que habitavam a região compreendida entre o Japuí (hoje, São Vicente) e a região de Itariri.

 

A Praia do Sonho tem cerca de 800 metros de extensão e seu nome antigamente era Praia do Meio. Com o advento do loteamento defronte à praia, foi denominada Praia de Sonho.

A empresa loteadora não poupou nem mesmo a História, citando em seu caderno promocional que suas areias haviam sido pisadas por Martim Afonso de Sousa, e uma infinidade de fatos fisctícios ligados ao Padre José de Anchieta, dando a ele o «Morrete do Púlpito de Anchieta». Fatos históricos (ou não) à parte, trata-se de uma bela praia.

 

Não se trata de uma praia propriamente dita, mas uma outra pequena enseada quase aos pés do morro de Paranambuco e o costão da Praia dos Sonhos, após a Cama de Anchieta. Nesta praia, encontra-se a gruta Nossa Senhora de Lourdes, local de peregrinação religiosa. Em 1996 e 1997, verificou-se a presença de grandes tartarugas marinhas, que a caminho de algum local, aportam ali para comida e descanso.

 

A Praia do Suarão está localizada no bairro do mesmo nome, trecho assim denominado da Praia de Itanhaém. O bairro do Suarão é um dos mais antigos da cidade. Em 1917, Joaquim Branco visitara, pela primeira vez, o vilarejo de Itanhaém. Entusiasmou-se pela sua paisagem, clima e motivos históricos, entusiasmo que o motivou e alimentou até o final de sua vida, em 1945. Empreendedor e visionário, propôs logo em seguida, ao Prefeito da cidade, Antonio Mendes da Silva Junior (Totó Mendes), a realização de um projeto urbanístico, uniformizando o traçado da cidade, dando nomes às ruas, protegendo e valorizando os monumentos históricos.

O projeto incluía a abertura de um escritório da Prefeitura em São Paulo, destinado a divulgar e vender terrenos, tendo em vista o desenvolvimento da Estância Balneária. O município - que não dispunha de dinheiro - pagaria seus trabalhos com terras. Terras essas que vieram a constituir o loteamento a que deu o nome de "Vila Suarão". Por volta de 1925, iniciou-se a construção das primeiras casas: a do Coronel (à rua Itaguaçaba, onde ainda existe), a de Francisco E. do Amaral (que mais tarde passou a pertencer também à família do Coronel) e a do Dr. Peixe Abade, juiz da cidade de Leme, que adquiriu um dos terrenos, junto à praia. Pedro Magalhães construiu um hotel, o aprazível "Hotel, Suarão", em frente à estação ferroviária, o qual hoje está transformado em Colônia de Férias.

O nome Suarão era a denominação que os nativos davam à região e que o Coronel resolveu preservar. Segundo uma versão, esse nome vem das raízes tupí: çuu, que era o nome que se dava a um animal de grande porte, fosse onça, veado ou outro... e o radical onomatopaico aron, com o significado de "ronco", "rugido". Seria pois o "lugar onde o bicho ronca" e Joaquim Branco supunha tratar-se de catetos, ou porcos-do-mato, que eram muito abundantes na região, até há pouco tempo.

A associação ao calor característico do verão, originou, porém, várias brincadeiras com o nome, como se se tratasse de um "suador" superlativo, proporcionado pelo sol de dezembro... Em 1946 iniciou-se um novo surto de investimentos: surgiu o Círculo Operário do Ipiranga, com a construção da igreja local, a compra do antigo hotel e dos terrenos remanescentes, o estabelecimento de um pequeno centro comercial, inclusive com um cinema. Depois, vieram a rodovia e a luz elétrica... Não há nenhuma placa com seu nome nas ruas de Itanhaém ou mesmo de Suarão, pois o Coronel não valorizava tais veleidades.

 

É denominada Praia do Cibratel, a porção da Praia de Peruíbe, no trecho compreendido no bairro que a defronta.Durante toda a extensão da Praia de Peruíbe no município de Itanhaém, popularmente a praia recebe o nome do loteamento em que está localizada a orla (Ex.: Praia do Cibratel, Praia das Gaivotas).

Na região em que é denominada Praia do Cibratel (ou ainda, Praia da Enseada, devido à pequena enseada onde se localiza o Pocinho de Anchieta), encontra-se quiosques, hotel e bares com pequena infraestrutura. Durante todo o ano possui ótima balneabilidade.

 

A Praia do Gaivota vai desde a divisa com o bairro do Cibratel II até a divisa com o município de Peruíbe, mais precisamente no Rio Piaçagüera, regato que deságua no mar, neste bairro. Há também uma pequena ilha em sua orla, onde é possível ver aves marinhas. A praia tem infra-estrutura, já recebeu melhorias do projeto de Urbanização da Orla da Praia. O número de turistas que preferem esse lindo bairo está cada dia mais aumentando, e com isso a urbanização vem crescendo cada vez mais.

Vale a pena ir conhecer a beleza da Praia do Gaivota e suas belezas naturais.

 
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